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Câncer de pulmão pode começar com nódulos de poucos milímetros. No Agosto Branco, exames de imagem ganham destaque na identificação e investigação precoce da doença.
paciente em tratamento e médico

Foto: Magnific

Agosto Branco alerta para câncer de pulmão e importância do diagnóstico precoce

AGOSTO BRANCO

Tomografia ajuda a identificar nódulos de poucos milímetros e pode contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

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Câncer de pulmão pode começar com nódulos de poucos milímetros. No Agosto Branco, exames de imagem ganham destaque na identificação e investigação precoce da doença.
Tempo de Leitura: 3 minutos

O câncer de pulmão pode começar com alterações muito pequenas. Alguns nódulos medem apenas poucos milímetros e podem aparecer em exames de imagem antes que a doença provoque sintomas mais evidentes.

Durante o Agosto Branco, mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, a atenção se volta para a importância da identificação precoce de alterações pulmonares. Nesse contexto, exames como a tomografia computadorizada ajudam os médicos a observar os pulmões com mais detalhes.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 35,4 mil novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão por ano entre 2026 e 2028. Esse grupo ocupa a quarta posição entre os cânceres mais incidentes no país, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

paciente realizando tomografia
Imagem: Magnific

Tomografia identifica alterações pequenas

A tomografia computadorizada produz imagens detalhadas dos pulmões. Por isso, o exame consegue mostrar nódulos que podem passar despercebidos em avaliações menos detalhadas.

No entanto, encontrar um nódulo não significa que o paciente tenha câncer. Essas alterações podem ter diferentes causas, e a avaliação médica precisa considerar o tamanho, o formato e outras características observadas no exame.

A partir desses dados, o profissional pode indicar apenas o acompanhamento da alteração. Em outros casos, pode solicitar exames complementares para esclarecer a origem do nódulo.

Além disso, a tomografia permite comparar imagens feitas em diferentes momentos. Assim, o médico consegue observar se o nódulo mudou de tamanho ou de aspecto ao longo do tempo.

No câncer de pulmão, identificar uma alteração em estágio inicial pode fazer diferença na condução do paciente. A imagem permite não apenas detectar pequenos nódulos, mas acompanhar sua evolução e definir quando é necessário avançar na investigação”, afirma o Dr. Marcio Sawamura, Diretor do Corpo Clínico do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas (INRAD HCFMUSP) e especialista em diagnóstico por imagem do tórax.

PET/CT pode ajudar na avaliação da doença

Quando existe suspeita ou confirmação de câncer, a equipe médica pode solicitar outros exames para entender melhor a situação.

Entre eles está o PET/CT, que combina informações anatômicas e metabólicas. O exame pode ajudar a avaliar a extensão da doença e fornecer dados para o planejamento do tratamento.

Dessa forma, os exames de imagem cumprem funções diferentes durante a investigação. Enquanto a tomografia ajuda a identificar e acompanhar alterações pulmonares, o PET/CT pode contribuir para avaliar a extensão de um câncer já suspeito ou confirmado.

Inteligência artificial amplia recursos da radiologia

A tecnologia também vem ganhando espaço na análise de imagens médicas. A inteligência artificial pode auxiliar os profissionais na identificação e na avaliação de alterações pulmonares, funcionando como uma ferramenta de apoio ao diagnóstico.

Além disso, pesquisadores desenvolvem recursos para testar e aprimorar os próprios exames. Um exemplo é o phantom híbrido de pulmão, uma ferramenta que simula nódulos de diferentes tamanhos.

Com esse recurso, pesquisadores conseguem avaliar protocolos de tomografia e verificar a capacidade dos exames de identificar alterações muito pequenas.

“A otimização da tomografia é fundamental para garantir imagens de alta qualidade, capazes de mostrar alterações muito pequenas com precisão e, ao mesmo tempo, reduzir ao máximo a exposição do paciente à radiação”, explica Sawamura.

Segundo o especialista, o phantom permite aprimorar os protocolos de tomografia. Dessa forma, a ferramenta pode contribuir para exames mais seguros e precisos. Além disso, o recurso pode ajudar na definição da conduta e no acompanhamento de cada paciente.

médico analisando exame
Imagem: Magnific

Diagnóstico precoce exige avaliação médica

Apesar dos avanços nos exames de imagem, a presença de um nódulo não confirma, por si só, um diagnóstico de câncer. O médico precisa analisar as características da alteração e considerar o histórico e as condições clínicas do paciente.

Por isso, qualquer alteração encontrada em um exame deve passar por avaliação profissional. Dependendo do caso, o médico pode recomendar novos exames, acompanhamento periódico ou uma investigação mais detalhada.

O Agosto Branco reforça essa atenção, mas o cuidado com a saúde pulmonar deve continuar durante todo o ano. Identificar uma alteração suspeita cedo permite investigar o caso e definir a conduta mais adequada para cada paciente.

 

 

 

 

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