Céu azul, sol forte e muito calor. As temperaturas elevadas, que superaram recordes de décadas, têm marcado o verão de 2026 e reforçado o convite para aproveitar os dias à beira-mar. No entanto, além dos cuidados com a pele, a alimentação na praia também exige atenção especial para evitar desconfortos e riscos à saúde.
“A alimentação na praia não precisa ser complexa. Deve ser leve, segura e hidratante. Escolhas inadequadas podem provocar desde um simples desconforto gastrointestinal até quadros de intoxicação alimentar e desidratação. Um dos principais riscos é o consumo de alimentos mal armazenados ou expostos ao calor por muito tempo. Esse descuido favorece a proliferação de bactérias e, junto com refeições pesadas e gordurosas, que dificultam a digestão, pode causar mal-estar e outros riscos à saúde”, alerta o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, fellow da The Obesity Society – TOS (EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Ainda assim, com planejamento e escolhas conscientes, é possível curtir o lazer com mais saúde, disposição e segurança. A seguir, o especialista reúne orientações práticas para quem pretende aproveitar a praia sem imprevistos.
Higienização é essencial
Antes de tudo, lave bem as mãos ou utilize álcool em gel antes de se alimentar. Esse cuidado simples ajuda a reduzir o risco de contaminações.
Atenção à conservação dos alimentos
Além disso, utilize bolsa térmica com gelo ou placas congeladas para manter os alimentos resfriados por mais tempo. Quanto maior o calor, menor a segurança alimentar, especialmente em ambientes externos.
O que levar na cestinha da praia
Na hora de montar o “piquenique” caseiro, prefira alimentos leves, frescos, bem acondicionados e de preparo simples. Dessa forma, é possível reduzir riscos e garantir mais conforto durante o dia.
Frutas inteiras e com casca merecem destaque, com atenção às cítricas, que podem causar queimaduras e manchas na pele. Além disso, lanches simples e oleaginosas são boas opções, sobretudo em substituição a comidas gordurosas ou com molhos, que estragam com facilidade. Já os alimentos industrializados devem estar devidamente embalados e dentro do prazo de validade.
Risco de intoxicação alimentar
Embora as ofertas gastronômicas na praia sejam variadas e tentadoras, é fundamental redobrar a atenção. Alimentos preparados em ambientes externos, mal refrigerados ou sem embalagem adequada favorecem a proliferação de bactérias. Por isso, observe sempre a aparência e o odor antes de consumir.
Hidratação deve ser prioridade
Com o calor intenso, o corpo perde mais líquidos e eletrólitos. Por esse motivo, a hidratação precisa ser constante. Alimentos com excesso de sal e açúcar podem agravar a desidratação. A recomendação é priorizar água natural, mesmo antes da sede aparecer. A água de coco também é uma boa alternativa, especialmente para crianças e pessoas idosas.
Evite desconfortos gastrointestinais
Comidas gordurosas, muito condimentadas ou pesadas dificultam a digestão, o que tende a se intensificar nos dias quentes. Sempre que possível, evite esse tipo de alimento para reduzir o risco de mal-estar.
Cuidado redobrado com as crianças
As crianças desidratam mais rapidamente e nem sempre conseguem relatar sinais iniciais de desconforto, como enjoo, dor abdominal, diarreia ou prostração. Portanto, a atenção deve ser constante.
Por fim, procure manter os horários regulares das refeições, pois isso contribui para a prevenção de problemas gastrointestinais. Além disso, evite consumir alimentos adquiridos de ambulantes que não apresentem condições visíveis de higiene.
O que evitar na praia
• Alimentos que derretem, azedam ou estragam facilmente
• Maionese, molhos e recheios cremosos
• Carnes cruas ou mal conservadas
• Frituras e alimentos muito gordurosos
• Doces com creme ou chocolate expostos ao calor
• Bebidas alcoólicas em excesso, pois aumentam a desidratação
Com escolhas simples e cuidados básicos, a alimentação na praia pode ser uma aliada do bem-estar e tornar os dias de verão mais seguros e agradáveis.

