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Foto: Freepik

Autoexame é a principal forma de detecção precoce do câncer de testículo

ABRIL LILÁS

O tumor mais comum em homens jovens no Brasil resulta em mais de 25 mil cirurgias para a retirada de um ou ambos os testículos

Tempo de Leitura: 3 minutos

Abril Lilás é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de testículo, doença que atinge, principalmente, homens entre os 20 e os 40 anos em plena idade reprodutiva. Apesar de representar 5% dos tumores urológicos e de ser considerado altamente tratável, o câncer testicular tem uma capacidade de crescimento muito rápida e pode ser letal ou deixar sequelas por toda vida.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 25 mil orquiectomias (cirurgia para retirada de um ou ambos os testículos) foram realizadas no Brasil de 2019 a 2023. Diferente de outros tipos de neoplasia, o tumor testicular não tem um exame de rastreamento especifico para sua detecção.

“A forma mais eficaz de detecção precoce desse tipo de tumor é um simples autoexame”, explica o oncologista Rafael Batista, da Oncoclínicas na Bahia. “Ao perceber qualquer caroço no local ou alteração de textura, a recomendação é procurar imediatamente ajuda médica”, acrescenta o especialista, que destaca a importância da realização do autoexame de forma regular.

“Ele deve ser feito todo mês, uma vez que é um tipo de tumor que se desenvolve muito rapidamente”, explica. “As consultas regulares com o urologista também devem ser incluídas na rotina de prevenção de todo homem a partir dos 18 anos”, ressalta Rafael Batista.

Nódulo endurecido e, quase sempre, indolor em um dos testículos, volume aumentado (inchaço), sensação de peso no local, alterações na textura dos testículos são alguns dos sintomas que podem estar associados a um câncer testicular. “É preciso estar atento e investigar os sinais. Quando diagnosticado precocemente, o tumor de testículo pode ter mais de 95% de possibilidade de cura”, reforça a oncologista Carolina Alves Costa Silva, da Oncoclínicas.

O tratamento numa fase inicial é menos agressivo e pode evitar sequelas que vão impactar a qualidade de vida do paciente“, lembra a médica.

A doença se desenvolve nos testículos, glândulas localizadas no escroto e que são responsáveis pela produção de espermatozoide e de testosterona. “Tanto o tumor em si como o seu tratamento podem causar alterações hormonais que comprometem a produção de espermatozoides, deixando o paciente infértil, explica André Bacellar, oncologista da Oncoclínicas.

“Nos casos em que a neoplasia atinge os dois testículos e o tratamento indicado é a remoção cirúrgica de ambos, é importante que a equipe médica avalie junto com o paciente, caso ele queira ter filhos no futuro, a possibilidade do congelamento de sêmen para preservação da sua fertilidade”, acrescenta o médico.

Histórico familiar (pai ou irmão que tiveram a doença) e pessoal, fatores genéticos, idade (dos 20 aos 40 anos), testículo que não desce da bolsa escrotal (criptorquidia), infecção por HIV e raça são alguns fatores de risco para o câncer de testículo. “Homens brancos têm cinco a dez vezes mais risco de ter a doença”, esclarece André Bacellar.

Tratamentos
O tratamento indicado para o câncer de testículo depende do tipo de tumor e do seu estadiamento (localização, tamanho e disseminação para outras partes do corpo). “Em grande parte dos casos, deve ser feita uma abordagem cirúrgica, às vezes, podendo ser seguida por radioterapia ou quimioterapia ou por uma combinação de terapias”, explica a oncologista Carolina Rocha Silva, da Oncoclínicas. “A detecção precoce e a terapia adequada são fundamentais para o sucesso do tratamento”, destaca a especialista.

“A vigilância ativa através do acompanhamento médico periódico também é indicada após o tratamento de um câncer de testículo para controle e prevenção de recidivas (volta do tumor)”, finaliza Rafael Batista.

 

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