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A Inaltex lançou o Prosex Pro, preservativo produzido com látex sintético de poliisopreno e sem borracha natural em sua composição. Fabricado em São Roque (SP), o produto utiliza matéria-prima nacional e, segundo a empresa, amplia as opções para pessoas com alergia ao látex natural. O lançamento ocorre em um mercado brasileiro marcado pela forte participação de preservativos importados.
camisinha

Foto: Divulgação

Conheça o preservativo sintético sem látex natural produzido no Brasil

SAÚDE SEXUAL

Produto de poliisopreno é fabricado com matéria-prima produzida no país e amplia as opções para pessoas com alergia ao látex natural

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A Inaltex lançou o Prosex Pro, preservativo produzido com látex sintético de poliisopreno e sem borracha natural em sua composição. Fabricado em São Roque (SP), o produto utiliza matéria-prima nacional e, segundo a empresa, amplia as opções para pessoas com alergia ao látex natural. O lançamento ocorre em um mercado brasileiro marcado pela forte participação de preservativos importados.
Tempo de Leitura: 3 minutos

A Inaltex lançou o Prosex Pro, preservativo fabricado com látex sintético de poliisopreno e sem borracha natural na composição. Além disso, a empresa produz o produto no Brasil e utiliza o Cariflex, matéria-prima fabricada pela Cariflex em Paulínia (SP).

A Inaltex fabrica o preservativo em sua unidade de São Roque (SP) e realiza um teste eletrônico em cada unidade antes da embalagem. Segundo a empresa, o procedimento integra o controle de qualidade da linha de preservativos lubrificados.

Com isso, a fabricante afirma que o lançamento amplia a oferta de produtos para pessoas com alergia ao látex natural.

preservativo
Imagem: Divulgação

Produto utiliza látex sintético de poliisopreno

O Prosex Pro utiliza poliisopreno, um material sintético. Dessa forma, segundo as informações fornecidas pela Inaltex, o produto não contém borracha natural em sua composição.

Segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a sensibilização ao látex atinge menos de 1% da população em geral. Por outro lado, o índice pode chegar a 30% em grupos considerados de risco, como profissionais da saúde e pacientes submetidos a múltiplas cirurgias.

O material fornecido à reportagem não informa qual estudo ou período fundamenta esses percentuais. Por isso, essa informação precisa ser confirmada na fonte original antes da publicação.

Preservativos importados dominam mercado brasileiro

O lançamento ocorre em um mercado com forte participação de produtos importados. De acordo com estimativas do setor citadas pela empresa, aproximadamente 95% dos preservativos comercializados no Brasil vêm do exterior.

Além disso, marcas como Jontex, Olla e Blowtex encerraram a fabricação de preservativos no país e passaram a importar produtos da Ásia, segundo as informações divulgadas pela Inaltex.

Dados atribuídos à consultoria IQVIA indicam que o mercado brasileiro de preservativos no canal farmacêutico movimentou R$ 704,9 milhões no MAT 2026. Segundo o mesmo levantamento, o mercado acumulou crescimento de 37% em cinco anos.

Ainda de acordo com a IQVIA, a categoria de saúde sexual e masculina ocupa a nona posição entre os segmentos de Consumer Health. Ao mesmo tempo, o material aponta crescimento consistente da categoria dentro do canal Pharma.

Fábrica de São Roque retomou produção em 2020

A unidade industrial de São Roque começou a produzir a marca Olla em 1969. Ao longo das décadas, a fábrica passou por diferentes controladores.

Em 2009, o grupo Hypermarcas comprou a unidade. Posteriormente, em 2017, a Reckitt Benckiser assumiu a fábrica.

Dois anos depois, a Reckitt encerrou a fabricação de preservativos e géis lubrificantes no Brasil. A empresa passou então a importar os produtos de países como China e Tailândia.

No ano seguinte, em 2020, José Araújo e o filho, Denis Araújo, reabriram a fábrica no mesmo endereço e fundaram a Inaltex. A partir disso, a empresa retomou a produção das marcas Prosex, Oba e Prelude.

Atualmente, a unidade ocupa 16 mil m² e conta com laboratório microbiológico próprio. Além disso, segundo a empresa, a fábrica possui credenciamento junto ao Falcão Bauer, Centro Tecnológico de Controle da Qualidade, certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Boas Práticas de Fabricação e ISO 9001.

A Inaltex afirma que a unidade representa cerca de 60% da capacidade produtiva instalada do mercado nacional de preservativos. Segundo a empresa, a fábrica também produz mais de 200 unidades por minuto.

Atualmente, a Inaltex informa que possui 17 registros ativos na Anvisa entre as marcas Prosex, Oba e Prelude.

fábrica inaltex
Imagem: Divulgação

Produção nacional é destacada pela empresa

Para Denis Araújo, presidente da Inaltex, a fabricação do Prosex Pro no país reduz a dependência de importações relacionadas à tecnologia utilizada no produto.

Produzir o Prosex Pro no Brasil, com matéria-prima nacional, tira essa tecnologia da dependência de importação e garante mais uma opção segura para quem tem alergia ao látex natural. É a indústria nacional resolvendo um problema de saúde pública.”

A Inaltex Indústria Brasileira Ltda. tem capital 100% nacional e está sediada em São Roque (SP). Atualmente, a empresa fabrica preservativos e géis lubrificantes íntimos das marcas Prosex, Oba e Prelude.

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