O tempo entre a solicitação de exames e a confirmação de diagnósticos é, sem dúvida, um fator crucial no cuidado à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). Em diferentes regiões do país, a espera por consultas especializadas e exames varia significativamente. Dessa forma, o início de tratamentos e o acompanhamento adequado de doenças comuns e condições mais complexas podem ser impactados de maneira direta.
De acordo com dados do Ministério da Saúde e do SUS, o tempo de espera por consultas especializadas pode se estender por semanas ou até meses, a depender da região. Essa variação, por sua vez, reflete diferenças na oferta de serviços, na capacidade instalada e, ainda, na integração entre unidades de atendimento. Além disso, evidencia desigualdades estruturais que influenciam o acesso da população aos serviços de saúde.
Tempo de espera por exames no SUS afeta diagnósticos
Além das consultas, a espera também envolve a realização e a liberação de exames, etapa essencial para a definição de condutas clínicas. Nesse sentido, em casos que exigem diagnóstico precoce, como infecções, doenças cardiovasculares, respiratórias e oncológicas, o intervalo entre o pedido do exame e a entrega do resultado pode afetar diretamente a evolução do quadro clínico.
Consequentemente, quanto maior o tempo de resposta, maiores podem ser os impactos no planejamento terapêutico. Por outro lado, quando há maior agilidade, as decisões tendem a ser tomadas com mais precisão e segurança.
Nesse contexto, especialmente em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais públicos, o acesso a exames rápidos contribui para decisões clínicas mais seguras. Além disso, favorece a melhor organização do fluxo de atendimento e, consequentemente, o uso mais eficiente dos recursos disponíveis. Assim, há ganhos tanto assistenciais quanto operacionais.
“O tempo de resposta dos exames é um componente importante da qualidade assistencial. Resultados mais ágeis ajudam as equipes de saúde a tomar decisões com maior segurança clínica e contribuem para um cuidado mais resolutivo, especialmente em contextos de urgência”, afirma Vinicius Margatho, CEO da ApoioLab.

Paralelamente, iniciativas voltadas à ampliação do acesso a exames e procedimentos especializados no SUS buscam reduzir o tempo de espera por meio da integração entre redes públicas e privadas e do uso mais eficiente da capacidade instalada do sistema de saúde. Dessa maneira, pretende-se otimizar recursos e ampliar a resolutividade do atendimento.
“Estamos acompanhando de perto as transformações nos modelos de atendimento em saúde no Brasil e acreditamos que soluções que favoreçam diagnósticos mais ágeis colaboram com a melhoria da assistência. A integração entre tecnologia, processos e profissionais de saúde pode contribuir para que resultados clínicos mais rápidos beneficiem pacientes e equipes”, afirma Sérgio Bringel, CEO do Grupo Bringel, que integra a ApoioLab.
