Brasil

Espaço Publicitário

mulher com dor

Foto: Magnific

Dor crônica e silenciosa: especialistas alertam para fibromialgia

FIBROMIALGIA

Síndrome afeta milhões de brasileiros, provoca dores generalizadas e ainda enfrenta preconceito e subdiagnóstico.

Tempo de Leitura: 3 minutos

Cerca de 3% da população brasileira convive com a Fibromialgia, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Apesar de atingir milhões de pessoas, a condição ainda enfrenta desinformação, preconceito e subdiagnóstico. No dia 12 de maio, data marcada pelo Dia de Conscientização da Fibromialgia, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sintomas e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Caracterizada por dor crônica em diferentes partes do corpo, a síndrome vai além do desconforto físico. Fadiga intensa, alterações no sono, rigidez muscular e dificuldades de concentração aparecem entre os sintomas mais frequentes. Além disso, muitos pacientes também convivem com ansiedade e depressão, o que pode agravar o impacto na rotina e na qualidade de vida.

De acordo com a reumatologista Ana Teresa Amoedo, o diagnóstico da fibromialgia é clínico e exige atenção cuidadosa à história do paciente.

A dor é real, embora não apareça em exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, o diagnóstico se baseia na avaliação clínica e na exclusão de outras doenças”, explica a especialista.
mulher se exercitando
Imagem: Magnific

Mulheres são as mais afetadas

A fibromialgia atinge principalmente mulheres entre 30 e 60 anos. No entanto, homens e pessoas mais jovens também podem desenvolver a síndrome. Embora a ciência ainda não tenha identificado uma causa única para a doença, diversos fatores aparecem associados ao surgimento do quadro.

Entre os principais gatilhos estão estresse crônico, traumas físicos, alterações hormonais, infecções e predisposição genética. Além disso, pessoas submetidas a situações constantes de pressão emocional apresentam maior risco de desenvolver a condição.

Segundo Ana Teresa Amoedo, o acompanhamento precoce faz diferença no controle dos sintomas e na recuperação da qualidade de vida. “Quanto mais cedo o paciente recebe orientação adequada, maiores são as chances de reduzir o impacto da doença nas atividades diárias”, destaca.

Tratamento exige cuidado integrado

Apesar de não ter cura, a fibromialgia possui tratamento. Atualmente, a abordagem mais eficaz combina diferentes estratégias terapêuticas, como uso de medicamentos, prática regular de atividade física, fisioterapia e suporte psicológico.

Nos últimos anos, o avanço das terapias também ampliou as possibilidades de controle dos sintomas. Em alguns casos específicos, especialmente quando existem doenças autoimunes associadas, médicos podem indicar imunobiológicos para auxiliar no tratamento.

mulher no médico
Imagem: Magnific

Na capital baiana, clínicas especializadas têm investido em modelos de cuidado multidisciplinar e humanizado. A proposta busca oferecer acompanhamento integrado e melhorar o bem-estar físico e emocional dos pacientes.

Informação ajuda a combater o preconceito

Além dos desafios físicos, muitas pessoas com fibromialgia ainda enfrentam descrédito em ambientes profissionais, familiares e sociais. Como a síndrome não apresenta sinais visíveis em exames tradicionais, pacientes frequentemente relatam dificuldades para validar a própria dor.

Por isso, campanhas de conscientização ganham papel fundamental. O Dia de Conscientização da Fibromialgia chama atenção para a necessidade de ampliar o debate público, combater o estigma e incentivar o diagnóstico precoce.

A informação é essencial para que a sociedade compreenda que a fibromialgia existe e pode comprometer seriamente a vida do paciente”, conclui a reumatologista.

 

Compartilhe:

Leia Mais

Espaço Publicitário

Rolar para cima