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Ebola vira emergência internacional e OMS alerta para avanço na África

SURTOS DE EBOLA

Organização Mundial da Saúde contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes em surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.

Tempo de Leitura: 3 minutos

Fonte: Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta quarta-feira (20), para o avanço dos surtos de ebola na África. Segundo a entidade, quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas já foram registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC. No entanto, a própria OMS reconhece que o surto pode ser muito maior do que os números atualmente contabilizados.
Além disso, Uganda confirmou dois casos da doença na capital Kampala. Ambos os pacientes haviam passado pela República Democrática do Congo. Um deles morreu, enquanto o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

OMS teme aumento de mortes e transmissão urbana

Durante entrevista coletiva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o cenário preocupa devido à circulação prévia do vírus antes da identificação oficial do surto.

Além dos casos confirmados, há quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas. Esperamos que esses números continuem aumentando, considerando o tempo em que o vírus circulou antes que o surto fosse detectado.

Segundo Tedros, outro fator de preocupação é a presença de casos em áreas urbanas, principalmente na RDC. Além disso, profissionais de saúde também foram infectados.

A província de Ituri [na RDC] não é segura. Os conflitos se intensificaram desde o final de 2025, com uma escalada significativa ao longo dos últimos dois meses, com quase 100 mil pessoas se deslocando.”

De acordo com a OMS, o deslocamento populacional intenso pode ampliar a disseminação da doença entre regiões e países vizinhos.

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Vírus Bundibugyo ainda não possui vacina aprovada

Os surtos registrados na RDC e em Uganda são causados pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ebola que ainda não possui vacina ou tratamento aprovados.

Por isso, a OMS reforçou o apoio às autoridades locais para tentar conter a disseminação da doença.
A OMS tem uma equipe no terreno apoiando as autoridades nacionais na resposta à crise. Deslocamos pessoal, suprimentos, equipamentos e recursos financeiros”, concluiu Tedros.

Entenda como o surto foi identificado

No início deste mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade provocado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri.

O cenário chamou atenção devido à gravidade dos casos e às mortes entre profissionais de saúde. Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa analisou 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara. O exame confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito delas.

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país.

Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou um novo surto da doença após identificar um caso importado de um cidadão congolês que morreu em Kampala.

No dia seguinte, após consultar os dois países afetados, a OMS classificou o ebola causado pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda como emergência em saúde pública de importância internacional.

O que é o EBOLA?

Segundo o Ministério da Saúde, a Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose, cujo morcego é o reservatório mais provável. Quatro dos cinco subtipos ocorrem em hospedeiro animal nativo da África. Acredita-se que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinho.

A doença pelo vírus ebola é uma das mais importantes na África subsaariana, ocasionando surtos esporádicos, afetando diversos países. O agente da doença é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus, descoberto em 1976, a partir de surtos ocorridos ao sul do Sudão e norte da República Democrática do Congo (anteriormente Zaire), próximo ao Rio Ebola, mesmo nome dado ao vírus.

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