Dor abdominal persistente, diarreia por semanas, presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente e fadiga são sinais que merecem atenção. Esses sintomas podem indicar Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), grupo que inclui principalmente a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. A importância do diagnóstico precoce e dos avanços no tratamento será um dos destaques do VI Simpósio Interdisciplinar de Doenças Inflamatórias Intestinais (SIDII), que acontece nos dias 31 de julho e 1º de agosto, no Hotel Wyndham Salvador Hangar Aeroporto, em Salvador.
O encontro reunirá especialistas de diferentes regiões do Brasil para apresentar novidades científicas e discutir estratégias que favoreçam a identificação precoce dessas doenças. Além disso, o simpósio busca fortalecer o cuidado multidisciplinar, considerado essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“Este evento consolida a capital baiana como um importante polo de discussão científica na área e reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre doenças que, embora crônicas, podem ser controladas quando reconhecidas e tratadas precocemente”, afirma a gastroenterologista Genoile Santana, responsável técnica e uma das organizadoras do SIDII.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas na seção de eventos do site da ABM Educação Permanente.
Diagnóstico precoce faz diferença no tratamento
As doenças inflamatórias intestinais exigem acompanhamento contínuo. No entanto, quando o diagnóstico ocorre nas fases iniciais, o paciente tem mais chances de controlar a inflamação, reduzir complicações e preservar a qualidade de vida.
Segundo Genoile Santana, diretora da Cliagen e integrante do Grupo CITA, iniciar o tratamento rapidamente diminui o risco de problemas graves.
“Sem tratamento adequado, essas doenças podem evoluir para estreitamentos do intestino, fístulas, desnutrição, necessidade de cirurgias, internações frequentes e aumento do risco de câncer colorretal em alguns casos”, explica.
Por isso, a especialista orienta que pessoas com sintomas persistentes procurem avaliação médica. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores serão as possibilidades de evitar danos permanentes ao intestino e alcançar melhores resultados terapêuticos.

Evento reúne profissionais de diversas especialidades
O simpósio receberá médicos e profissionais de diferentes áreas da saúde. Entre eles estão gastroenterologistas, gastropediatras, coloproctologistas, pediatras, patologistas, endoscopistas, enfermeiros, radiologistas, farmacêuticos, nutricionistas e psicólogos.
De acordo com a organização, a integração entre essas especialidades é fundamental. Afinal, pacientes com doenças inflamatórias intestinais costumam precisar de acompanhamento contínuo e de diferentes abordagens ao longo do tratamento.
Programação abordará avanços científicos
A programação científica trará temas de grande impacto para a prática clínica. Entre eles estão obesidade e DII, endoscopia, neoplasias associadas às doenças inflamatórias intestinais, nutrição, cirurgia, novos tratamentos na pediatria, inovação terapêutica e definição de alvos de tratamento.
Além disso, os especialistas discutirão estratégias para ampliar o diagnóstico precoce e atualizar os profissionais sobre terapias mais recentes. Dessa forma, o evento pretende contribuir para uma assistência cada vez mais qualificada.
“Hoje dispomos de tratamentos cada vez mais eficazes, mas o sucesso depende, em grande parte, do diagnóstico precoce e do encaminhamento adequado. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de controlar a inflamação, prevenir danos permanentes ao intestino e oferecer melhor qualidade de vida ao seu portador”, destaca Genoile Santana.
Serviço
VI Simpósio Interdisciplinar de Doenças Inflamatórias Intestinais (SIDII)
Data: 31 de julho e 1º de agosto
Local: Hotel Wyndham Salvador Hangar Aeroporto – Salvador (BA)
Inscrições: abertas na seção de eventos do site da ABM Educação Permanente.

