Enquanto termos como “millennials” e “geração Z” se consolidaram para classificar nascidos a partir dos anos 1980, uma nova expressão, por sua vez, tem ganhado espaço nas redes sociais. Trata-se da Geração NOLT, sigla em inglês para New Older Living Trend (Nova Tendência para uma Vida Mais Velha, em tradução livre).
De modo geral, o termo vem sendo utilizado para definir pessoas acima de 60 anos que rejeitam imposições etaristas associadas ao envelhecimento. Além disso, esse público busca maior independência, permanência ativa no mercado de trabalho, conexão com tecnologias digitais, autocuidado e novos aprendizados. Ou seja, trata-se de um perfil que rompe, gradualmente, com estigmas históricos relacionados à idade.
Nesse contexto, o crescimento dessa parcela da população não apenas transforma o mercado, mas também impulsiona iniciativas voltadas à promoção da saúde cognitiva e da qualidade de vida.

Método estimula memória, raciocínio e autonomia
Com o avanço dessa geração que prioriza longevidade com qualidade, o Super Cérebro Longevidade, voltado para o público a partir dos 45 anos até 90+, desenvolveu um método que contribui para o desenvolvimento cognitivo dos chamados “NOLTs” brasileiros.
Atualmente, o modelo está presente em 300 franquias espalhadas pelo país e utiliza exercícios cerebrais com o objetivo de fortalecer o intelecto, o raciocínio lógico e as habilidades emocionais da população mais experiente. Dessa forma, a proposta busca alinhar estímulo cognitivo e autonomia funcional.
Para a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, franqueada do método Super Cérebro Longevidade em Fortaleza, a geração NOLT amplia, ao mesmo tempo, a ideia da chamada “melhor idade”, expressão popularmente usada no Brasil para se referir ao período pós-60 anos.
“Hoje, a imprensa e as redes sociais têm se dedicado a falar dos diferenciais da ‘geração millenial’, ‘geração Z’ e ‘geração alpha’ como agentes de transformação no mercado de trabalho, na mídia e na vida cotidiana. Mas essa geração NOLT vem mostrar o potencial da população idosa nas mesmas áreas. Eles querem mostrar que a fase do envelhecimento não é um momento de paralisação, mas uma oportunidade de aproveitar o tempo se aperfeiçoando de diversas formas. É buscar novas vivências em áreas profissionais e educacionais, além do cuidado mais atento da saúde física e mental.”
Além disso, no método, os matriculados recebem estímulos cognitivos voltados ao fortalecimento da memória, atenção, raciocínio lógico, criatividade, linguagem e funções executivas. Como resultado, há incentivo à autonomia, à socialização, ao desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais e, consequentemente, ao bem-estar.
Paralelamente, as aulas utilizam estratégias de ensino flexíveis e modernas, como práticas com Soroban, jogos de tabuleiro mundialmente premiados e materiais didáticos personalizados. Assim, o processo de aprendizagem torna-se mais dinâmico e adaptado às necessidades individuais.
Envelhecimento populacional exige atenção à saúde cognitiva
O crescimento dos chamados idosos NOLTs ocorre, igualmente, em consonância com o envelhecimento acelerado da população brasileira. De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 45 anos, pessoas com mais de 60 anos representarão 37,8% da população do país, o equivalente a 75,3 milhões de habitantes, número, inclusive, superior à população atual do Reino Unido, estimada em 69 milhões.
Além disso, dados do IBGE mostram que, em 2022, o Brasil contabilizava cerca de 37 mil pessoas com 100 anos ou mais. Ainda segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), o país ocupa a sexta posição entre as nações com maior número de idosos no mundo.
Diante desse cenário, portanto, especialistas reforçam a importância de políticas públicas, estratégias preventivas e iniciativas educacionais voltadas à preservação das funções cognitivas ao longo do envelhecimento.
Déficit cognitivo e demência: dados acendem alerta
Segundo Danniela Rolim, a atenção à saúde mental deve começar antes mesmo do surgimento de sintomas. Ou seja, a prevenção desempenha papel central nesse processo.
“A partir da chegada aos 65 anos, as pessoas podem manifestar algum tipo de déficit cognitivo. De acordo com pesquisas recentes, esse índice pode chegar de 7% a 10% das pessoas idosas. Por isso é tão importante investir em toda uma rede de cuidado e fortalecimento das capacidades mentais não só como uma forma de prevenção, mas até de descoberta de potencialidades nunca desenvolvidas antes por essas pessoas”, explica a psicopedagoga.
Além disso, o “Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras”, elaborado pelo Ministério da Saúde, aponta que cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com a doença, o que representa aproximadamente 1,8 milhão de casos no país. O documento também projeta que, até 2050, o Brasil poderá ter cerca de 5,7 milhões de pessoas com diagnóstico de demência.
Nesse sentido, portanto, estratégias de estimulação cognitiva tornam-se cada vez mais relevantes no debate sobre envelhecimento saudável, sobretudo em um país que envelhece em ritmo acelerado.
“Envelhecer não é uma sentença absoluta de estagnação. Significa que as pessoas podem ter qualidade de vida e maior preparo físico, emocional e mental com os recursos adequados. No Super Cérebro, utilizamos um método didático que prioriza a Teoria das Inteligências Múltiplas, estabelecida pelo psicólogo cognitivo e pesquisador americano Howard Gardner. Com isso, a aprendizagem que estimula a ativação da memória, treino das funções cognitivas e desenvolvimento socioemocional se torna a resposta sobre como tornar mais ativas uma geração mais experiente de vida, mas que anseia por viver mais experiências sem se diminuir perante os desafios que a idade pode trazer”, afirma Danniela Rolim.
Por fim, interessados podem conferir AQUI a rede credenciada em várias cidades da Bahia.
