Aprimorar ainda mais a gestão dos 24 Consórcios Interfederativos de Saúde foi um dos objetivos da primeira ‘Reunião Operacional Consórcios Interfederativos de Saúde do Estado da Bahia’ de 2025. No encontro, realizado na terça-feira (18) na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), os 24 presidentes das instituições reafirmaram o compromisso de manter a Bahia como destaque nacional neste modelo de gestão, que tem as policlínicas regionais de saúde como o principal serviço ofertado para assistência à saúde da população.
Na reunião, que foi conduzida pela secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, alguns dos pontos abordados foram a realização de mutirões de atendimento; participação dos consórcios em Ata de Registro de Preços a ser deflagrado pelo Estado; otimização das vagas de consultas e exames.
Roberta Santana também falou da renovação da frota do transporte sanitário, que atualmente é composta por 240 micro-ônibus e 71 vans. “Estamos definindo parâmetros para a substituição gradual dos veículos. As discussões estão em andamento e poderemos usar critérios como quilometragem e tempo de uso”, explicou a Secretária.
Outro tema abordado na reunião foi a utilização da policlínica como campo de prática para estudantes de universidades públicas. Os profissionais das unidades serão preceptores, com gratificação pelo exercício da atividade. Para a formalização da iniciativa será feito um termo de Cooperação Técnica entre os Consórcios Públicos e as Universidades Públicas de Ensino Superior
Hoje, a Bahia possui 412 municípios consorciados, o que representa mais de 98% das 417 cidades baianas. As 24 Policlínicas funcionam mediante modelo administrativo de consórcio público, no qual o Estado participa com 50% do custeio e os outros 50% são financiados pelos municípios consorciados, conforme sua população.
Na Bahia, os consórcios interfederativos de saúde foram firmados entre os municípios e o Estado. Esse modelo permite o funcionamento de 24 Policlínicas Regionais de Saúde no interior do estado.
O projeto das policlínicas é fundamental para a estratégia de regionalização da saúde, de levar o atendimento de especialista a todos os municípios da Bahia. De 2017, quando foi inaugurada a primeira unidade, até 2024, foram mais de 6,5 milhões de atendimentos.
A reunião contou com a presença dos 24 presidentes dos Consórcios Interfederativos, além dos dois presidentes eleitos que assumirão em breve. O secretário de Relações Institucionais do Estado, Adolpho Loyola, e o coordenador Estadual dos Consórcios de Saúde, Marcos Pereira, também participaram no encontro.