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Nem sempre é só cansaço: quatro sinais de depressão feminina que merecem atenção

DEPRESSÃO FEMININA

Especialista alerta que sintomas da depressão em mulheres muitas vezes são confundidos com estresse, sobrecarga ou alterações hormonais, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.

Tempo de Leitura: 3 minutos

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é marcado pela luta histórica por direitos, equidade e respeito. Além disso, no campo da saúde, esse debate também envolve o reconhecimento do sofrimento psíquico feminino.

Especialistas chamam atenção para a depressão em mulheres, que nem sempre se manifesta de forma clássica. Por esse motivo, em muitos casos, os sinais podem passar despercebidos ou ser interpretados de maneira equivocada.

Fadiga intensa, irritabilidade, alterações no sono e no apetite, além de dores físicas sem causa aparente, por exemplo, são frequentemente atribuídas à rotina intensa, à maternidade ou às múltiplas responsabilidades. Consequentemente, esse processo contribui para a normalização do sofrimento emocional e, assim, para o adiamento da busca por cuidados em saúde mental.

Depressão
Imagem: Freepik

Segundo o médico psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, fundador da GnTech, fatores biológicos, hormonais e sociais ajudam a explicar essas diferenças na apresentação clínica. “A depressão feminina muitas vezes se manifesta com sintomas atípicos, como hipersonia, aumento do apetite, culpa excessiva e sintomas somáticos. Dessa forma, o quadro pode ficar mascarado e, muitas vezes, ser interpretado apenas como cansaço ou estresse”, afirma.

Diante desse cenário, o especialista destaca quatro sinais que merecem atenção.

1. Esgotamento persistente que não melhora com descanso

Quando a sensação de cansaço é profunda, contínua e acompanhada de desânimo, perda de prazer e dificuldade de concentração, pode indicar um quadro depressivo. Além disso, esse esgotamento tende a interferir diretamente na rotina e na qualidade de vida.

“Não se trata de um cansaço comum, mas de um esgotamento que persiste mesmo após pausas e férias, além de estar associado a alterações importantes no humor e na motivação”, explica o médico.

2. Oscilações emocionais associadas a fases hormonais

Períodos como ciclo menstrual, gestação, pós-parto e menopausa podem aumentar a vulnerabilidade para quadros depressivos. Isso acontece porque, em muitas situações, as mudanças hormonais influenciam diretamente o funcionamento do organismo.
“As oscilações hormonais influenciam neurotransmissores ligados ao humor e à resposta ao estresse. Assim, para algumas mulheres, essas transições funcionam como gatilhos para episódios depressivos recorrentes”, destaca.

3. Culpa excessiva e sensação constante de incapacidade

Outro sinal importante é a presença de autocrítica intensa, sensação de não dar conta das responsabilidades e ruminação frequente de pensamentos negativos. Além disso, esses sintomas são comuns na depressão feminina e, muitas vezes, acabam sendo ignorados ou minimizados.

“Muitas mulheres internalizam o sofrimento, sentem culpa por não conseguirem manter o desempenho esperado e, com o tempo, passam a acreditar que precisam lidar sozinhas com isso”, afirma.

4. Dificuldade em buscar ajuda profissional

O atraso no diagnóstico também está relacionado à normalização do sofrimento feminino e ao receio de parecer fraca ou não ser compreendida. Como resultado, muitas mulheres demoram a procurar apoio especializado.

Existe uma cultura que incentiva a mulher a priorizar os outros e minimizar os próprios sintomas. Por isso, muitas procuram tratamento apenas quando o quadro já está mais grave e impactando significativamente a qualidade de vida”, alerta.

Cansaço
Imagem: Freepik

O Dia Internacional da Mulher também deve ser um convite à atenção aos sinais emocionais e à busca por cuidado. Ao mesmo tempo, falar sobre saúde mental contribui para ampliar o acesso à informação e reduzir estigmas.

A depressão tem tratamento eficaz, baseado em evidências científicas. Quanto mais cedo ele começa, maiores são as chances de recuperação. Cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade consigo mesma e, além disso, falar sobre o tema é uma forma importante de prevenção e redução do estigma”, conclui o Dr. Guido Boabaid May.

 

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