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O que você faz todos os dias pode definir sua saúde

SAÚDE TODO DIA

Hábitos simples, como atividade física e alimentação saudável, ajudam a prevenir doenças, e especialistas explicam a diferença entre atividade física e exercício físico.

Tempo de Leitura: 5 minutos

Em meio à rotina acelerada, ao excesso de informações e à falta de tempo, cuidar da saúde tem se tornado um desafio silencioso, muitas vezes adiado para depois. No entanto, especialistas fazem um alerta cada vez mais urgente: não são decisões complexas que transformam a saúde, mas sim escolhas simples, repetidas todos os dias.

Em um cenário marcado pelo avanço das doenças crônicas, ganha força a necessidade de olhar para o cotidiano com mais atenção. Hábitos como se movimentar mais e manter uma alimentação equilibrada seguem como pilares fundamentais para prevenir problemas de saúde e promover qualidade de vida.

O tema ganha ainda mais relevância em abril, quando são celebrados o Dia Mundial da Atividade Física e o Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida (06), além do Dia Mundial da Saúde (07). As datas reforçam a importância de repensar o estilo de vida e incentivar mudanças possíveis e sustentáveis.

Atualmente, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse estão entre os principais fatores de risco para doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Essas condições seguem entre as principais causas de morte no país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais da metade da população mundial convive com altos níveis de estresse ou questões ligadas ao estilo de vida. Esse cenário reforça a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde, considerando não apenas o físico, mas também os aspectos emocionais, comportamentais e preventivos.

A combinação entre atividade física regular e alimentação equilibrada é uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças crônicas. São medidas acessíveis, com impacto comprovado na saúde a curto e longo prazo”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Movimente-se: o impacto da atividade física

A prática regular de exercícios é uma das principais recomendações para a promoção da saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde, adultos devem realizar entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana. Alternativamente, podem optar por 75 a 150 minutos de atividades intensas.

Além disso, a inclusão do movimento na rotina traz benefícios diretos. Entre eles estão a redução da pressão arterial, o controle do peso e a melhora da saúde cardiovascular. Também contribui para diminuir o estresse.

atividade física
Imagem: Freepik

Atividade física ou exercício: qual a diferença?

Embora muitas vezes usados como sinônimos, os termos atividade física e exercício físico têm significados diferentes, e entender essa distinção pode ajudar a tornar a rotina mais ativa e acessível.
O profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas explica que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é clara: adultos devem realizar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, enquanto crianças e adolescentes precisam de cerca de 60 minutos diários.

Essas atividades podem incluir ações do cotidiano, como caminhar, dançar, praticar esportes, subir escadas, andar de bicicleta ou até realizar tarefas domésticas. Isso mostra que não é necessário frequentar uma academia para cuidar da saúde”, explica Lukas.

Segundo o especialista, o sedentarismo e a inatividade física estão entre os principais fatores de risco de morte no mundo. “Por isso, manter-se ativo é essencial para um estilo de vida saudável.” Ele também chama atenção para uma confusão comum: “é comum que as pessoas confundam os conceitos de atividade física e exercício físico. Embora estejam relacionados, eles não são a mesma coisa.”

Exercício físico
Imagem: Freepik

Entenda a diferença

De forma prática, a atividade física refere-se a qualquer movimento corporal que gere gasto de energia, como caminhar, subir escadas, limpar a casa ou brincar.

Já o exercício físico é uma categoria específica dentro da atividade física. Ele é planejado, estruturado e repetitivo, com objetivos definidos, como melhorar a força, a resistência ou a flexibilidade, caso da musculação, corrida ou treinos organizados.

“Ou seja, todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é considerada exercício. A principal diferença entre eles está na intenção e na organização: enquanto a atividade física pode ocorrer de forma espontânea no dia a dia, o exercício físico possui um propósito definido, como melhorar a força, a resistência ou a flexibilidade. Independentemente dessas diferenças, ambos são fundamentais para a saúde e o bem-estar”, finaliza Lukas.

Movimento no dia a dia importa

Por isso, pequenas atitudes fazem diferença. Para quem passa muitas horas sentado, a orientação é simples: levantar-se, alongar o corpo e se movimentar sempre que possível.
Já em rotinas mais intensas, o cuidado deve incluir pausas e respeito aos limites do corpo. O equilíbrio entre movimento e descanso também faz parte de um estilo de vida saudável.
Alimentação equilibrada fortalece o organismo

Por outro lado, a alimentação exerce papel igualmente importante. Dietas equilibradas ajudam a prevenir e controlar doenças como a hipertensão. Assim, priorizar alimentos naturais faz diferença no funcionamento do organismo.

O que colocamos no prato tem impacto direto na nossa saúde. Por isso, é importante estar atento ao consumo excessivo de alimentos não naturais e checar a quantidade de sal, açúcar e gorduras, antes de consumir, além de priorizar frutas, verduras e legumes, na composição da dieta, pois são fontes de nutrientes, essenciais na prevenção de várias doenças. Também é importante evitar bebidas açucaradas, excesso de sal e álcool”, reforça o especialista.

alimentação saudável
Imagem: Freepik

O que incluir no prato

Alguns grupos de alimentos devem ganhar espaço na rotina alimentar. Veja os principais:

Frutas e vegetais: ricos em potássio e antioxidantes, ajudam a regular a pressão arterial.
Leguminosas: fornecem fibras e proteínas vegetais, auxiliando no controle da glicemia.
Grãos integrais: contribuem para a saúde vascular.
Oleaginosas: possuem gorduras boas que protegem o coração.
Proteínas magras: como peixes ricos em ômega-3, com ação anti-inflamatória.
Gorduras saudáveis: como azeite de oliva e abacate.

Pequenas mudanças fazem diferença

Por fim, especialistas destacam que a saúde resulta de um conjunto de hábitos. Ou seja, não depende de mudanças radicais, mas de constância.

É fundamental ampliar o olhar para além da atividade física e reforçar a relevância de um conjunto de hábitos saudáveis que impactam diretamente a qualidade do nosso cotidiano, tendo em mente que é sempre melhor prevenir do que tratar. Pequenas mudanças, como caminhar mais, melhorar a alimentação, dar atenção à saúde mental e ao bem-estar, além de controlar o estresse, são capazes de gerar muitos benefícios. É uma construção dia a dia, em todas as fases da vida, para que se possa envelhecer com autonomia e qualidade,” conclui o nutrólogo.

 

Imagem: Freepik

 

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