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Obesidade: a doença silenciosa que está por trás de diabetes, infarto e mais de 200 problemas de saúde

ALÉM DA BALANÇA

Muito além da estética, a obesidade desencadeia doenças graves. Especialistas alertam para o uso consciente de injetáveis e destacam a reposição hormonal como aliada no controle da síndrome metabólica.

Tempo de Leitura: 3 minutos

A obesidade não é mais considerada um fator de risco isolado, mas vista como uma doença inflamatória sistêmica que causa mais de 200 outras doenças. A obesidade também se tornou um problema de saúde comum em adultos: de acordo com o relatório Estado da Obesidade 2025, 42% da população adulta em algumas partes do mundo é obesa e a previsão é de que, ao longo dos anos, as taxas de obesidade atingirão níveis históricos, impactando os sistemas de saúde globais e resultando no desenvolvimento secundário e na carga de problemas como diabetes tipo 2, Apneia do Sono, Câncer e Doenças Cardiovasculares.

No Brasil, mais de 60% da população já está com sobrepeso, de acordo com a análise da pesquisa Vigitel. Nesse cenário, a medicina atual foca não apenas na perda de peso estética, mas na “remissão metabólica” através de abordagens multidisciplinares.

Hoje sabemos que o mais importante no tratamento da obesidade é ter zero gordura visceral e aumento da massa magra. E a queda hormonal provoca justamente o contrário: aumento da gordura visceral e perda de massa magra. Por isso, não tem como falar de controle da obesidade para uma mulher na menopausa sem falar de reposição hormonal”, destaca a médica Márcia Umbelino, que é clínica geral, geriatra e especialista em reposição hormonal.

O papel da Reposição Hormonal na perda de peso

Um dos maiores desafios enfrentados pela comunidade médica deste ano é como o estado hormonal deficiente pode fazer com que os pacientes não percam peso, mesmo com adoção de boas dietas e exercícios. A médica Márcia Umbelino explica que o corpo entra em um modo de resistência à medida que envelhecemos, o que favorece o acúmulo de gordura. “A obesidade não se resume ao que você come, mas como a energia é processada no corpo.

Com a queda nos níveis de estrogênio nas mulheres e de testosterona nos homens, o metabolismo desacelera e a gordura visceral aumenta. A reposição hormonal, com indicação e acompanhamento adequados, serve como um ‘reset’ biológico que restabelece a capacidade metabólica do paciente de queimar gordura e manter a massa magra”, explica Márcia Umbelino.

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Imagem: Freepik
Canetas emagrecedoras: Aliadas ou Vilãs?

O “boom” das canetas emagrecedoras trouxe uma ferramenta poderosa na luta contra a obesidade, mas o uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais graves e até desencadear outras doenças. A especialista Márcia umbelino enfatiza a importância do uso consciente e monitorado.

Esses medicamentos são ótimos para reduzir o apetite e melhorar a resistência à insulina, mas não podem ser vistos como uma varinha mágica por si só. Sem controle hormonal, acompanhamento nutricional e clínico e mudanças no estilo de vida, o paciente pode desenvolver problemas como sarcopenia, que é a perda severa de massa muscular; anemia e até mesmo inflamação no fígado e na vesícula”, destaca a médica.

O Coração no centro do problema

A associação entre excesso de peso e saúde cardíaca é direta e perigosa. A gordura acumulada no corpo, especialmente aquela localizada na região do abdômen, libera substâncias químicas inflamatórias que atacam as artérias e forçam o músculo cardíaco a trabalhar sob condições de alta pressão.

A cardiologista Isa Bragança acrescenta que a obesidade é o gatilho para tragédias cardiovasculares que poderiam ser evitadas. “A hipertensão e a insuficiência cardíaca são alimentadas pela obesidade. Cada quilo perdido reduz significativamente a sobrecarga no coração, melhorando a saúde cardiovascular. Levar a obesidade a sério com a tecnologia das canetas e a estabilização hormonal é, de fato, cardiologia preventiva de alto nível”, observa Isa Bragança.

Um olhar para o futuro

O consenso entre os especialistas é que o manejo da obesidade em 2026 envolve examinar o paciente como um todo. Ao integrar a cardiologia com a geriatria metabólica, podemos garantir que o tratamento seja seguro, evitando que a perda rápida de peso rápida comprometa a saúde óssea ou leva à perda de massa muscular, o que é prejudicial para o envelhecimento ativo e a prevenção de doenças crônicas.

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