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Sua visão pode revelar mais sobre sua saúde do que você imagina

VISÃO E SAÚDE

Como Hormônios, Parkinson e Autismo impactam a saúde ocular? Especialista alerta para sinais oculares ligados à saúde neurológica, imunológica e hormonal

Tempo de Leitura: 2 minutos

A saúde ocular pode revelar muito mais do que a necessidade de óculos. Alterações na visão, muitas vezes silenciosas, estão ligadas a condições hormonais, neurológicas e imunológicas. Segundo a oftalmologista Dra. Regina Cele, três grupos exigem atenção especial: mulheres, pacientes com Parkinson e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A especialista destaca que identificar esses sinais precocemente é essencial. Além disso, o acompanhamento adequado pode preservar a visão e melhorar a qualidade de vida.

Visão feminina e oscilações hormonais

As mulheres apresentam maior predisposição a doenças oculares. Isso ocorre tanto pela maior longevidade quanto pelas variações hormonais ao longo da vida.

Visão mulher
Imagem: Freepik
Principais impactos

• Síndrome do olho seco: comum durante a menopausa e no uso de anticoncepcionais.
• Doenças autoimunes: lúpus e artrite reumatoide podem causar inflamações oculares graves, como esclerites e uveítes.
• Gestação: pode provocar mudanças refrativas e até a progressão do ceratocone.

Nesse contexto, o acompanhamento oftalmológico regular se torna ainda mais importante.

Parkinson: sintomas visuais e risco de quedas

No Parkinson, alterações na visão afetam diretamente a autonomia do paciente. No entanto, muitos sintomas ainda são negligenciados.

Sinais de alerta

• Visão dupla
• Embaçamento visual
• Dificuldade de leitura

Além disso, a redução do piscar agrava o ressecamento ocular. Como consequência, a percepção de profundidade fica comprometida, aumentando o risco de quedas e acidentes.

Autismo e processamento visual

No Transtorno do Espectro Autista, o desafio não está apenas na visão, mas também na forma como o cérebro interpreta imagens.

Visão autista
Imagem: Freepik
Principais características

• Hipersensibilidade: desconforto em ambientes muito iluminados é comum.
• Riscos físicos: o hábito de esfregar ou pressionar os olhos pode favorecer o ceratocone.
• Impacto na aprendizagem: problemas visuais, como estrabismo e erros de refração, podem ser confundidos com dificuldades escolares.

Dessa forma, a avaliação oftalmológica é fundamental para evitar diagnósticos equivocados e garantir suporte adequado.

Prevenção e cuidado integrado

“A prevenção e o acompanhamento multidisciplinar são a chave. Identificar essas alterações precocemente não apenas preserva a visão, mas garante dignidade e independência ao paciente“, afirma a Dra. Regina Cele.

Assim, o olhar atento para a saúde ocular pode ser decisivo. Mais do que enxergar bem, trata-se de cuidar do corpo como um todo.

 

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