A vacina contra a influenza aplicada em 2026 chega com uma atualização importante na composição. O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, segue recomendação da Organização Mundial da Saúde para o hemisfério sul e, assim, passa a proteger contra três cepas do vírus: A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria.
Essa atualização ocorre anualmente e, dessa forma, acompanha as mutações do vírus, o que amplia a efetividade da proteção. Além disso, a vacina é considerada segura, eficaz e pode ser administrada junto com outros imunizantes do calendário nacional.
Bahia recebe primeiras doses e inicia distribuição
Com a nova formulação já definida, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia recebeu, na última sexta-feira (20) e sábado (21), a primeira remessa destinada à Campanha Nacional de Vacinação 2026. Ao todo, foram entregues 1.336.000 doses.
Na sequência, a distribuição para os 417 municípios foi iniciada. O Dia D de mobilização nacional, que marca o início oficial da campanha, está previsto para o sábado, 28 de março. Ao longo da estratégia vacinal, o estado deve receber, ao todo, 6.022.574 doses.
Aumento de casos reforça importância da imunização
Ao mesmo tempo, a chegada das vacinas ocorre em um cenário de alerta para doenças respiratórias. Levantamento semanal relacionado ao CID da Síndrome Respiratória Aguda Grave, realizado pelo Serviço Estadual de Regulação (SER), aponta crescimento da demanda pediátrica.

As solicitações de UTI pediátrica passaram de 55, na primeira semana de janeiro, para 141 entre os dias 12 e 18 de março. No mesmo período, os pedidos de enfermaria pediátrica subiram de 44 para 102. Diante desse contexto, a vacinação se torna ainda mais necessária, sobretudo para prevenir agravamentos.
“A vacina contra a influenza é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e tem capacidade de reduzir agravamentos, internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre os serviços de saúde“, avalia a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana.
O imunizante integra o Calendário Nacional de Vacinação e é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
Além disso, a titular da pasta estadual da Saúde ressalta que “vacinas salvam vidas. Neste momento, em que observamos aumento das solicitações por atendimento relacionado às síndromes respiratórias agudas graves, especialmente entre crianças, a imunização ganha ainda mais importância. Estamos trabalhando com antecedência para que as doses cheguem aos municípios e a população no tempo certo, porque cada pessoa vacinada representa mais proteção, menos risco de agravamento e menos pressão sobre a rede de saúde“, completa Roberta Santana.
Distribuição alcança todos os municípios
Paralelamente, a distribuição das doses avança em todo o estado. Entre os municípios com maior volume nesta primeira remessa, destacam-se Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Porto Seguro e Camaçari. A divisão ocorre de forma proporcional ao público-alvo de cada localidade.
Além disso, de acordo com aa Sesab, a campanha contempla diferentes grupos prioritários. Devem procurar os postos de vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde e professores da educação básica e superior.
Da mesma forma, estão incluídos povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua, além de pessoas com comorbidades ou deficiência permanente. Ainda, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, trabalhadores portuários e dos correios, profissionais das forças de segurança e das forças armadas, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas integram o público-alvo.

Meta é ampliar cobertura vacinal
A meta nacional é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários de rotina, que incluem crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. Para alcançar esse objetivo, os municípios devem intensificar as ações, principalmente no primeiro mês da campanha.
Entre as estratégias previstas, destacam-se ações extramuros, vacinação em escolas, unidades de saúde, instituições de longa permanência e locais de grande circulação. Assim, busca-se ampliar o acesso e, consequentemente, aumentar a cobertura vacinal em todo o estado.
