O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quarta-feira (7) da abertura do 5º Congresso Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, em Salvador. O encontro ocorreu na Reitoria da Universidade Federal da Bahia e reuniu gestores, pesquisadores, profissionais de saúde e representantes de movimentos sociais.
Além disso, o evento debateu estratégias para fortalecer as práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao mesmo tempo, a programação destacou os avanços da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC). O congresso segue até sábado (9), no Campus Ondina da Ufba.
Ministério da Saúde anuncia novas medidas para o setor
Ao lado da secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, o ministro anunciou novas ações voltadas ao fortalecimento da PNPIC.
Entre as medidas está a criação da Coordenação de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no Ministério da Saúde. Com isso, a pasta amplia a estrutura responsável pela formulação e pelo acompanhamento das políticas públicas na área.
Além da nova coordenação, o Ministério da Saúde instituiu a Comissão Técnica de Assessoramento para Regulamentação do Exercício Profissional de Acupuntura (CTRA). Dessa forma, o governo federal busca fortalecer a segurança assistencial e qualificar os serviços oferecidos no SUS.
Outro anúncio importante foi a aprovação da designação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS) como Centro Colaborador em Medicina Tradicional.

Número de atendimentos no SUS cresce mais de 100%
Durante a cerimônia, Alexandre Padilha destacou o crescimento dos atendimentos relacionados às práticas integrativas no SUS. Segundo o ministro, o país ultrapassou 10 milhões de atendimentos e procedimentos registrados.
“Pela primeira vez, ultrapassamos 10 milhões de atendimentos e procedimentos registrados no SUS. Isso representa um aumento de 105% em comparação com 2022”, afirmou.
De acordo com Padilha, o resultado reflete a retomada dos investimentos nas equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde. Além disso, ele ressaltou a parceria com universidades e profissionais da área. Ainda segundo o ministro, o fortalecimento dessas equipes contribuiu diretamente para ampliar a presença das práticas integrativas no sistema público.
Bahia amplia oferta de práticas integrativas
Por sua vez, a secretária Roberta Santana afirmou que a Bahia vem ampliando a oferta das práticas integrativas em todas as macrorregiões do estado.
Atualmente, a política estadual contempla 69 práticas voltadas à promoção da saúde, ao autocuidado e à humanização da assistência. Além disso, as ações fortalecem o vínculo entre profissionais e usuários do SUS.
Segundo Roberta Santana, as práticas integrativas ajudam a ampliar o cuidado integral dentro da rede pública. “Essas práticas fazem parte de uma concepção de saúde pública que valoriza o cuidado integral e humanizado”, destacou a secretária.



