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A cirurgia robótica amplia suas aplicações na medicina e já pode ser utilizada no tratamento de doenças da vesícula, como a colelitíase. A técnica oferece maior precisão e pode contribuir para menor trauma e recuperação mais rápida.
Cirurgia robótica

Foto: Divulgação

Cirurgia robótica amplia possibilidades de tratamento de doenças da vesícula

CIRURGIA DA VESÍCULA

Tecnologia oferece maior precisão durante procedimentos e pode contribuir para uma recuperação mais rápida em casos selecionados.

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A cirurgia robótica amplia suas aplicações na medicina e já pode ser utilizada no tratamento de doenças da vesícula, como a colelitíase. A técnica oferece maior precisão e pode contribuir para menor trauma e recuperação mais rápida.
Tempo de Leitura: 3 minutos

A cirurgia robótica vem ganhando espaço em diferentes áreas da medicina e já integra as opções para procedimentos do aparelho digestivo. Entre eles está a colecistectomia, cirurgia para retirada da vesícula biliar, indicada em casos de doenças como a colelitíase, conhecida popularmente como pedra na vesícula.

A tecnologia permite que o cirurgião controle os instrumentos por meio de um console, enquanto os braços robóticos reproduzem seus movimentos dentro do corpo do paciente. Além disso, o sistema oferece visualização ampliada e maior precisão durante a operação.

Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Cadu Queiroz, a evolução das plataformas robóticas ampliou as possibilidades de utilização da técnica. Ainda assim, a escolha da cirurgia depende das características de cada paciente e do procedimento necessário.

Pedra na vesícula está entre as aplicações

A colelitíase ocorre quando cálculos se formam dentro da vesícula biliar. Em muitos casos, as pedras não provocam sintomas. Entretanto, quando surgem manifestações, o paciente pode apresentar dor abdominal, náuseas e outros desconfortos.

Quando existe indicação cirúrgica, a retirada da vesícula recebe o nome de colecistectomia. A operação faz parte da rotina da cirurgia do aparelho digestivo e pode utilizar diferentes técnicas, incluindo a videolaparoscopia.

A cirurgia robótica também representa uma alternativa em casos selecionados. Com a tecnologia, o cirurgião consegue controlar os instrumentos com movimentos mais precisos e delicados. Esse recurso pode ajudar principalmente quando o procedimento exige maior controle em áreas de acesso mais difícil.

Um estudo publicado pela revista einstein (São Paulo) avaliou a realização de colecistectomias robóticas e destacou recursos da plataforma, como visualização tridimensional, estabilidade dos instrumentos e precisão durante a dissecção.

Cirurgia robótica
Imagem: Divulgação

Como funciona a cirurgia robótica

Apesar do nome, o robô não realiza a cirurgia sozinho. O médico permanece no comando do procedimento e controla os instrumentos por meio do console.

Durante a operação, a plataforma reproduz os movimentos feitos pelo cirurgião e filtra possíveis tremores naturais das mãos. Além disso, os instrumentos conseguem realizar movimentos em diferentes direções, o que amplia a precisão em espaços reduzidos.

Outro recurso importante é a visualização ampliada da região operada. Dessa forma, o profissional consegue observar estruturas com maior detalhamento enquanto conduz o procedimento.

Por utilizar pequenas incisões, a cirurgia robótica mantém características das técnicas minimamente invasivas. Entre os possíveis benefícios estão menor trauma cirúrgico, menor perda de sangue, redução da dor no pós-operatório e recuperação mais rápida.

No entanto, esses resultados podem variar conforme o tipo de cirurgia, as condições clínicas do paciente e a experiência da equipe.

Indicação depende de cada paciente

Apesar dos avanços, a cirurgia robótica não representa automaticamente a melhor opção para todos os pacientes. O médico precisa avaliar individualmente o diagnóstico, a complexidade do procedimento, as condições clínicas e as alternativas disponíveis.

Por exemplo, a cirurgia laparoscópica continua sendo uma abordagem consolidada para a retirada da vesícula. Portanto, não é possível afirmar que a cirurgia robótica seja superior em todos os casos de colecistectomia.

Nesse sentido, sociedades médicas recomendam avaliar os benefícios e as limitações de cada abordagem antes de escolher a técnica. Consenso da SAGES sobre cirurgia robótica

Além disso, o paciente deve receber informações sobre as opções de tratamento, os possíveis riscos e os benefícios esperados antes de tomar uma decisão junto à equipe médica.

Tecnologia ganha espaço na cirurgia digestiva

A expansão das plataformas robóticas acompanha o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas. Na cirurgia do aparelho digestivo, os equipamentos podem auxiliar diferentes procedimentos, incluindo operações da vesícula, hérnias, intestino e outras estruturas.

No Brasil, o uso da tecnologia também avança. Em 2026, por exemplo, o Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, participou de uma telecirurgia entre o Brasil e a China para a retirada da vesícula. O procedimento utilizou uma plataforma robótica controlada à distância.

Assim, a cirurgia robótica amplia o conjunto de ferramentas disponíveis para as equipes médicas. Ao mesmo tempo, a indicação continua dependendo da avaliação individual de cada paciente e da estrutura disponível no serviço de saúde.

 

 

 

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