Dançar pode ser uma maneira de praticar atividade física sem a sensação de seguir um treino tradicional. Dependendo da modalidade e da intensidade, a dança trabalha diferentes capacidades físicas e também envolve atenção, memória e interação social.
Segundo Luiz Fernando Lukas, profissional de Educação Física, personal trainer e pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força, a prática pode contribuir para o condicionamento cardiovascular, a resistência muscular, a coordenação motora, o equilíbrio, a agilidade, a mobilidade e a flexibilidade.
Além disso, a atividade movimenta principalmente pernas, glúteos e abdômen. A intensidade, porém, muda conforme a modalidade e a forma como a pessoa realiza os movimentos.
“Diferente de outros esportes, muitas pessoas conseguem permanecer dançando durante bastante tempo sem sentir que estão realizando um exercício tradicional”, afirma Lukas.

Dança pode acompanhar diferentes fases da vida
A prática pode se adaptar a diferentes idades e níveis de intensidade. Para crianças e adolescentes, por exemplo, Lukas aponta possíveis contribuições para o desenvolvimento motor, a consciência corporal e a socialização.
Já entre adultos, a dança pode auxiliar na melhora do condicionamento físico, no controle do peso e no alívio do estresse. Para pessoas mais velhas, por outro lado, a atividade também exige atenção, memória e percepção espacial.
Isso acontece porque acompanhar a música e executar os movimentos exige respostas aos estímulos apresentados durante a prática. Assim, segundo o profissional, a dança coloca o corpo e o cérebro em atividade ao mesmo tempo.
Equilíbrio e coordenação fazem parte dos movimentos
A dança também exige controle corporal e adaptação ao ritmo. Por isso, a atividade pode trabalhar coordenação motora, equilíbrio, agilidade e mobilidade.
Da mesma forma, alguns movimentos podem exigir flexibilidade. A intensidade, entretanto, varia conforme a modalidade escolhida e a maneira como a pessoa executa os exercícios.
Por esse motivo, diferentes tipos de dança proporcionam experiências físicas distintas. Além disso, uma mesma modalidade pode apresentar níveis variados de intensidade.
Dança também favorece a socialização
Os benefícios da dança não se limitam ao movimento. Aulas, bailes, grupos e eventos também criam oportunidades de convivência e aproximação entre os participantes.
“Enquanto muitas atividades físicas podem ser realizadas de maneira bastante individual, a dança aproxima as pessoas. Nas aulas, nos bailes, nos grupos e nos eventos, existe interação, troca de experiências, contato com diferentes pessoas e criação de vínculos”, pontua Lukas.
Nesse sentido, a prática em grupo pode acrescentar à atividade física um componente de interação social.
Gasto calórico varia conforme a atividade
A dança também pode fazer parte da rotina de quem busca controlar o peso ou reduzir gordura corporal. No entanto, Lukas ressalta que o emagrecimento não acontece simplesmente porque uma pessoa dança.
A atividade pode aumentar o gasto calórico diário. Entretanto, esse gasto varia conforme fatores como intensidade, duração, peso corporal, nível técnico e quantidade de pausas.
“Quanto ao gasto calórico, não existe uma única modalidade que seja sempre a campeã, porque as calorias gastas dependem da intensidade, da duração, do peso corporal, do nível técnico e da quantidade de pausas”, explica.
Portanto, não é possível apontar uma única modalidade como responsável pelo maior gasto calórico em todas as situações. A resposta depende das características da atividade e de como cada pessoa a pratica.

Prazer pode ajudar a manter a atividade
Outro ponto destacado por Lukas é a possibilidade de associar exercício, música e convivência. Para ele, essa combinação pode facilitar a continuidade da prática ao longo do tempo.
“Da infância à terceira idade, existem modalidades e níveis de intensidade capazes de se adaptar a praticamente qualquer pessoa. E quando exercício físico deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser também uma fonte de prazer, música, movimento e relacionamento humano, fica muito mais fácil transformar a atividade física em um hábito para a vida inteira”, finaliza.


