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Desmaios frequentes exigem atenção a sinais de risco

ATENÇÃO AO CORAÇÃO

Embora a síndrome vasovagal seja uma das principais causas de desmaio, especialistas alertam para sinais que podem indicar problemas cardíacos mais graves.

Tempo de Leitura: 3 minutos

A síndrome vasovagal, perda transitória da consciência, considerada uma das principais causas de desmaio na população, tem chamado atenção pela frequência dos episódios. Embora, na maioria dos casos, apresente caráter benigno, a investigação médica é considerada essencial para descartar doenças cardíacas e outras condições graves.

Classificada entre as síncopes, perdas transitórias da consciência causadas pela redução do fluxo sanguíneo cerebral, a condição pode ser enquadrada como reflexa ou neuromediada. Além disso, especialistas alertam que alguns sinais associados aos episódios exigem avaliação imediata.

Como é feito o diagnóstico da síndrome vasovagal

De acordo com a cardiologista Flávia Bassi, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o diagnóstico da síndrome vasovagal deve ser realizado por meio de uma análise detalhada do histórico do paciente, associada a exame clínico minucioso.

Entre os procedimentos iniciais, estão a medição da pressão arterial em diferentes posturas e a avaliação clínica completa. Além disso, exames complementares podem ser solicitados para afastar causas cardíacas. Entre eles, estão eletrocardiograma, Holter de 24 horas, ecocardiograma e teste ergométrico.

TESTE
Foto: Marcos Welber/ Acervo Sabin

Segundo a especialista, o teste de inclinação ortostática, conhecido como Tilt Test, também pode ser indicado em casos duvidosos.

O teste de inclinação ortostática deve ser considerado para confirmar o diagnóstico de síncope reflexa nos pacientes nos quais esse diagnóstico foi suspeitado, mas não confirmado na avaliação inicial. Uma resposta negativa não exclui o diagnóstico de síncope reflexa. Ele permite também o diagnóstico de hipersensibilidade do seio carotídeo, hipotensão postural e síndrome da taquicardia postural ortostática“, destaca.

Ainda de acordo com a cardiologista, exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico diferencial, principalmente em situações envolvendo hipoglicemia e intoxicações exógenas. Esses quadros incluem exposição a substâncias químicas externas, como medicamentos, agrotóxicos, drogas e produtos de limpeza.

Diferença entre síncope reflexa e neuromediada

A cardiologista explica que a síncope reflexa pode ser dividida em três grupos principais.

Síncope vasovagal
Ocorre quando o organismo reage a gatilhos como calor, medo ou dor.

Síncope situacional
É desencadeada por ações fisiológicas, como tossir, urinar ou espirrar.

Hipersensibilidade do seio carotídeo
Costuma estar associada a movimentos da cabeça e do pescoço.

As síncopes reflexas são as mais frequentes, correspondendo a 66% dos casos, em todas as idades“, afirma ela.

A especialista acrescenta que o mecanismo fisiológico da síncope vasovagal envolve um reflexo desencadeado por mecanorreceptores localizados, principalmente, no coração.

coração
Imagem: Magnific

Como acontece o desmaio nas síncopes neuromediadas

Segundo a cardiologista, nas síncopes neuromediadas, o principal mecanismo envolve o sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle automático dos batimentos cardíacos e da pressão arterial.

Esse sistema tem um componente que acelera o coração e eleva a pressão, e outro, chamado vagal, que faz o oposto. Em algumas pessoas, por predisposição genética, esse sistema vagal pode reagir de forma exagerada a certos gatilhos, como ficar muito tempo em pé, levando a uma queda acentuada dos batimentos do coração, às vezes abaixo de 30 por minuto ou com pausas prolongadas, e da pressão arterial, o que pode resultar em desmaio”.

Quando o desmaio exige investigação imediata

Apesar de a maioria dos episódios não estar relacionada a doenças cardíacas estruturais, alguns sinais são considerados fatores de alerta.

Entre eles, estão:

• palpitações;
• dor no peito;
• ausência de sintomas prévios;
• desmaio durante exercício físico;
• histórico de cardiopatias.

Nesses casos, causas mais graves, como arritmias e doenças cardíacas, precisam ser investigadas. Por isso, a recomendação é procurar atendimento médico para acompanhamento especializado.

 

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