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mulheres rindo

Foto: Magnific

Dia do Amigo: conexões reais protegem a saúde mental

DIA DO AMIGO

No Dia do Amigo, especialista explica por que conexões presenciais continuam essenciais para reduzir a solidão, o estresse e a ansiedade

Tempo de Leitura: 3 minutos

Ter centenas ou até milhares de seguidores nas redes sociais não significa estar cercado de amigos. No Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, especialistas chamam a atenção para um fenômeno cada vez mais frequente: pessoas hiperconectadas no ambiente digital, mas emocionalmente isoladas. Como consequência, esse cenário pode aumentar a ansiedade, o estresse e até favorecer o desenvolvimento da depressão, principalmente entre jovens e adultos que trocaram o convívio presencial pelas interações virtuais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão e o isolamento social já representam fatores de risco para problemas de saúde física e mental. Além disso, estudos internacionais mostram que pessoas com vínculos sociais fortalecidos apresentam menor risco de desenvolver transtornos emocionais, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo. No Brasil, pesquisas também associam o uso excessivo das redes sociais ao aumento da sensação de solidão, mesmo entre quem mantém muitos contatos online.

Grupo de amigos conversando em um café
Imagem: Magnific

O cérebro precisa de vínculos presenciais

De acordo com o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da Clínica Hipnose para Todos, o cérebro humano foi desenvolvido para criar relações reais, baseadas em convivência, confiança e presença física.

“Curtidas, comentários e mensagens ajudam a manter contato, mas não substituem o encontro, o abraço, a conversa olho no olho e a sensação de pertencimento. O cérebro responde de maneira muito diferente quando vivencia relações presenciais, liberando substâncias ligadas ao bem-estar, à segurança emocional e à redução do estresse”, explica.

Para o especialista, embora a tecnologia facilite a comunicação, ela não consegue reproduzir todos os benefícios proporcionados pelo contato humano presencial.

Amizade vai além do coleguismo

Renê Skaraboto também destaca que muitas pessoas confundem amizade com coleguismo. Enquanto colegas compartilham ambientes ou interesses em comum, amigos dividem experiências, oferecem apoio e permanecem presentes nos momentos mais importantes.

“Uma boa reflexão é pensar para quem você ligaria em um momento de dificuldade e quem atenderia imediatamente esse telefonema. Essa resposta normalmente revela quem realmente faz parte da sua rede de apoio emocional”, afirma.

Segundo ele, essa rede de apoio exerce papel fundamental na proteção da saúde mental, principalmente durante períodos de estresse, perdas ou desafios pessoais.

Jovens enfrentam o desafio das amizades virtuais

Outro ponto de atenção envolve adolescentes e jovens adultos, que frequentemente acreditam possuir uma ampla rede de amizades por estarem conectados em redes sociais, aplicativos de mensagens e comunidades de jogos.

Embora essas conexões possam ser positivas, o especialista ressalta que elas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial.

“As amizades virtuais podem ser importantes, mas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial. Nosso cérebro precisa de interação humana verdadeira para fortalecer vínculos, desenvolver empatia e construir segurança emocional”, destaca.

grupo de amigos passeando
Imagem: Magnific

Um convite para cultivar amizades

Neste Dia do Amigo, o neurocientista propõe uma mudança simples na rotina: deixar o celular de lado por algumas horas e dedicar tempo às pessoas que realmente fazem diferença.

“Ligue para um amigo, marque um café, um almoço ou uma caminhada. Demonstre interesse genuíno pela vida dessa pessoa. A amizade é um dos maiores fatores de proteção da saúde mental e precisa ser cultivada continuamente. Assim como qualquer relacionamento importante, ela exige presença, tempo e cuidado”, conclui.

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