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Diabetes e saúde bucal estão relacionadas. A doença periodontal pode ser mais frequente em pessoas com glicemia elevada e também dificultar o controle glicêmico.
saúde bucal e diabetes

Foto: IA\ChatGPT

Diabetes pode aumentar risco de doenças bucais e dificultar controle da glicemia

SAÚDE BUCAL E DIABETES

A inflamação causada pela doença periodontal pode dificultar o controle da glicemia e exige atenção redobrada à saúde bucal.

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Diabetes e saúde bucal estão relacionadas. A doença periodontal pode ser mais frequente em pessoas com glicemia elevada e também dificultar o controle glicêmico.
Tempo de Leitura: 3 minutos

A relação entre diabetes e saúde bucal merece atenção. Pessoas com diabetes, principalmente quando apresentam glicemia elevada, podem ter maior risco de desenvolver doenças periodontais. Ao mesmo tempo, a inflamação causada pela periodontite pode dificultar o controle da glicose no sangue.

A doença periodontal é uma infecção que afeta a gengiva e os tecidos responsáveis pela sustentação dos dentes. Segundo o cirurgião-dentista Gabriel Paternostro, especialista em reabilitação oral, a relação entre as duas condições está ligada principalmente aos processos inflamatórios do organismo.

O diabetes pode favorecer o desenvolvimento e a progressão da doença periodontal, enquanto a periodontite, por ser uma inflamação crônica, também pode dificultar o controle glicêmico”, explica.

menina escovando o dente
Imagem: Magnific

Sangramento na gengiva pode ser um sinal de alerta

A doença periodontal geralmente começa com o acúmulo de placa bacteriana, que provoca inflamação na gengiva. Nesse estágio, chamado de gengivite, é comum ocorrer vermelhidão, inchaço e sangramento.

Sem tratamento, o problema pode evoluir para periodontite. Nesse caso, a inflamação atinge os tecidos e o osso que sustentam os dentes. Com o avanço da doença, podem surgir mobilidade dentária e, nos casos mais graves, perda dos dentes.

Além disso, a ausência de dor pode fazer com que a pessoa demore a procurar atendimento. Por isso, alguns sinais merecem atenção, principalmente em pessoas com diabetes.

“Sangramento frequente durante a escovação ou no uso do fio dental, mau hálito persistente, retração da gengiva e dentes com mobilidade são sinais que não devem ser ignorados”, alerta Paternostro.

Inflamação pode dificultar o controle da glicemia

A relação entre diabetes e doença periodontal ocorre principalmente por meio da inflamação. Quando a glicemia permanece elevada, o organismo pode apresentar alterações na resposta imunológica, o que favorece o desenvolvimento e a progressão de problemas periodontais.

Por outro lado, a periodontite provoca uma inflamação crônica que pode contribuir para o aumento da inflamação sistêmica e estar associada à maior resistência à insulina. Dessa forma, a condição pode dificultar o controle da glicemia.

Estudos clínicos também indicam que o tratamento periodontal pode contribuir para pequenas melhorias nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) em pessoas que têm diabetes e periodontite.

No entanto, o cuidado odontológico não substitui o acompanhamento médico nem outras medidas importantes para o controle da doença.

“É importante deixar claro que o tratamento da doença periodontal não substitui medicamentos, alimentação adequada, atividade física ou acompanhamento médico. O cuidado odontológico deve fazer parte de uma estratégia integrada de saúde”, ressalta o cirurgião-dentista.

consulta no dentista
Imagem: Magnific

Prevenção ajuda a proteger a saúde bucal

Diante dessa relação, manter uma rotina de cuidados com a boca é importante para pessoas com diabetes. A higiene bucal diária, com escovação adequada e uso do fio dental, ajuda a controlar o acúmulo de placa bacteriana.

Além disso, consultas odontológicas periódicas permitem identificar alterações ainda nos estágios iniciais. Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração da gengiva ou mobilidade dos dentes também devem ser avaliados por um profissional.

Da mesma forma, pessoas diagnosticadas com doença periodontal podem conversar com seus profissionais de saúde sobre fatores de risco metabólicos, especialmente quando existem outras condições associadas.

Para Gabriel Paternostro, o acompanhamento integrado é importante para cuidar da saúde de forma mais ampla.

“Cuidar da boca também é cuidar do corpo. A saúde bucal não deve ser vista de forma isolada, principalmente quando falamos de doenças crônicas como o diabetes”, conclui.

 

 

 

 

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