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Exame de vista para óculos não detecta glaucoma

SAÚDE OCULAR

Tecnologia OCT permite identificar danos no nervo óptico antes dos sintomas e reforça importância de exames completos

Tempo de Leitura: 3 minutos

O glaucoma segue como a principal causa de cegueira irreversível no mundo, justamente por avançar de forma silenciosa e sem sinais iniciais evidentes. Apesar disso, muitos pacientes ainda acreditam que realizar apenas o exame de refração, usado para definir o grau dos óculos  é suficiente para garantir a saúde ocular. Especialistas alertam que essa prática pode atrasar o diagnóstico e comprometer a visão de forma definitiva.

De acordo com o oftalmologista Dr. Carlos Figueiredo, especialista em glaucoma, o exame convencional avalia apenas a capacidade de enxergar com nitidez, mas não investiga estruturas internas do olho. “A medição do grau e até mesmo da pressão ocular são etapas importantes, porém limitadas. O glaucoma pode evoluir mesmo com pressão normal, o que exige uma análise mais aprofundada”, explica.

Além disso, a doença afeta diretamente o nervo óptico e provoca perda gradual do campo visual, começando pelas regiões periféricas. Como esse processo ocorre lentamente, o cérebro consegue compensar as falhas por anos. Consequentemente, o paciente só percebe alterações quando o dano já está avançado e irreversível.

médico aplicando colírio em paciente
Imagem: Magnific

Diagnóstico precoce depende de exames complementares

Nesse contexto, tecnologias mais avançadas têm ampliado as chances de identificação precoce da doença. Um dos principais recursos é a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que permite visualizar as camadas da retina com alta precisão.

Por meio dessa tecnologia, alterações microscópicas nas fibras nervosas podem ser detectadas antes mesmo de qualquer sintoma aparecer. Em outras palavras, o exame funciona como uma espécie de “biópsia viva”, capaz de antecipar perdas que só seriam percebidas em testes funcionais anos depois.

Segundo o especialista, essa antecipação muda completamente o prognóstico. Isso porque o tratamento  que pode incluir colírios específicos, laser ou outros procedimentos,  tem como objetivo justamente interromper a progressão da doença antes que ela comprometa a qualidade de vida.

Fatores de risco exigem atenção redobrada

Embora qualquer pessoa possa desenvolver glaucoma, alguns grupos precisam de acompanhamento mais rigoroso. Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico familiar da doença
  • Idade acima de 40 anos
  • Alta miopia
  • Pressão intraocular elevada

Por isso, consultas regulares com exames completos são essenciais. Diferentemente do que muitos pensam, prevenção ocular não se resume à troca de óculos, mas envolve uma avaliação detalhada da saúde dos olhos.

exame oftalmo
Imagem: Magnific

Prevenção é o único caminho contra a perda visual

Atualmente, não existe cura para o glaucoma, mas há controle. Quando diagnosticada precocemente, a doença pode ser estabilizada e permitir que o paciente mantenha sua autonomia visual ao longo da vida.

Nesse cenário, a oftalmologia tem avançado para uma abordagem mais preditiva. Ou seja, o foco deixa de ser apenas tratar sintomas e passa a antecipar riscos. Dessa forma, exames como o OCT se tornam aliados fundamentais para evitar diagnósticos tardios.

Como reforça o Dr. Carlos Figueiredo, o maior desafio ainda é a conscientização. “O glaucoma não avisa quando começa. Portanto, esperar sintomas é um erro. O cuidado com a visão precisa ser preventivo e contínuo”, conclui.

 

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