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Três projetos de Pediatria do Hospital Ortopédico da Bahia foram selecionados para um congresso internacional em Portugal, com propostas voltadas ao sono infantil, à reabilitação com realidade virtual e aos cuidados paliativos.
Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB)

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Hospital Ortopédico da Bahia leva projetos de Pediatria a congresso internacional

DESTAQUE INTERNACIONAL

Trabalhos da Pediatria abordam sono infantil, reabilitação com realidade virtual e cuidados paliativos para crianças com progéria.

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Três projetos de Pediatria do Hospital Ortopédico da Bahia foram selecionados para um congresso internacional em Portugal, com propostas voltadas ao sono infantil, à reabilitação com realidade virtual e aos cuidados paliativos.
Tempo de Leitura: 5 minutos

Três projetos da equipe de Pediatria do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB) foram selecionados para o 26º Congresso Nacional de Pediatria, realizado entre 21 e 23 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril, em Portugal. As iniciativas abordam a qualidade do sono de crianças hospitalizadas, o uso da realidade virtual na reabilitação e os cuidados paliativos para pacientes com síndrome de progéria, uma condição genética rara associada ao envelhecimento precoce.

Segundo as informações divulgadas pelo hospital, a equipe de Pediatria submeteu quatro trabalhos à comissão científica do congresso. Desse total, três receberam aprovação. A seleção permitiu que as iniciativas desenvolvidas na unidade concorressem a um espaço de apresentação em um evento internacional dedicado à atualização científica e à troca de experiências na área pediátrica.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) organizou o congresso, a programação previa debates sobre diferentes áreas da Pediatria, além da apresentação de pesquisas e experiências clínicas. O evento também ofereceu espaço para atualização científica e intercâmbio entre especialistas.

Entretanto, a programação pública consultada não permitiu confirmar os títulos dos trabalhos selecionados pelo hospital. Também não foi possível verificar individualmente se a equipe apresentou cada projeto durante o evento.

criança com óculos de realidade virtual
Fotos: Mateus Pereira/GOVBA

Projeto busca melhorar o sono de crianças durante a internação

Um dos trabalhos selecionados tem o título “Noite Estrelada: promovendo a qualidade do sono e bem-estar das crianças hospitalizadas”. A iniciativa busca favorecer o descanso dos pacientes pediátricos durante a internação. Para isso, propõe reduzir o tempo de exposição a telas e tornar o ambiente do leito mais acolhedor.

O projeto considera as condições do ambiente hospitalar como parte da experiência das crianças internadas. Dessa forma, a proposta procura proporcionar um espaço mais confortável para o descanso e levar em conta as necessidades do público infantil durante a hospitalização.

O hospital já desenvolvia iniciativas voltadas ao bem-estar de pacientes pediátricos. Em março de 2025, uma publicação sobre o HOEB descreveu o uso de robôs que projetam céus estrelados. A iniciativa buscava tornar o ambiente mais acolhedor e reduzir estímulos que poderiam dificultar o sono.

O Let’s Go Bahia publicou uma reportagem sobre a iniciativa. O conteúdo apresenta a experiência com os equipamentos e o objetivo de promover o bem-estar das crianças durante a internação.

Apesar disso, o material sobre o trabalho selecionado para o congresso não apresenta indicadores específicos para medir os resultados do projeto. Não há dados sobre mudanças na duração do sono ou na frequência de despertares, por exemplo. Por esse motivo, a matéria descreve os objetivos da iniciativa, sem atribuir a ela resultados clínicos que as fontes consultadas não documentam.

Realidade virtual auxilia as atividades de reabilitação infantil

O segundo trabalho selecionado tem o título “Realidade virtual: potenciais benefícios na reabilitação”. O projeto aborda o uso de óculos de realidade virtual como recurso de apoio às atividades terapêuticas realizadas com crianças.

A proposta busca tornar as sessões mais interativas e estimular o envolvimento dos pacientes durante os exercícios. Com a tecnologia, a equipe pode inserir atividades em ambientes virtuais e transformar determinados movimentos em experiências lúdicas.

Uma publicação oficial do Governo da Bahia já havia documentado o uso desse recurso no hospital. Em agosto de 2024, a Secretaria de Comunicação Social apresentou casos de crianças que utilizaram óculos de realidade virtual durante a reabilitação.

A reportagem explicou que a tecnologia pode auxiliar na execução de movimentos, no equilíbrio e no enfrentamento do medo de retomar determinadas atividades após lesões ou procedimentos. Além disso, o conteúdo descreveu ambientes virtuais que simulam atividades, como a prática de esportes, durante as sessões terapêuticas.

Os leitores podem consultar os detalhes na reportagem da Secretaria de Comunicação Social da Bahia.

Essa experiência anterior confirma que o hospital já utilizava a tecnologia como recurso de reabilitação. No entanto, ela não comprova os resultados específicos do trabalho selecionado para o congresso. O material divulgado sobre esse projeto não informa a metodologia da pesquisa, o número de participantes ou os indicadores utilizados para avaliar seus efeitos clínicos.

Projeto aborda cuidados paliativos na síndrome de progéria

O terceiro trabalho selecionado trata dos cuidados paliativos para pacientes com síndrome de progéria. Essa condição genética rara provoca envelhecimento precoce e pode exigir acompanhamento clínico específico.

A iniciativa aborda a importância de uma assistência individualizada e humanizada. Para isso, considera as necessidades clínicas dos pacientes, o conforto, a qualidade de vida e as demandas das famílias.

O projeto também amplia a discussão sobre as necessidades de cuidado de crianças que convivem com condições raras. Nesses casos, a assistência precisa considerar as particularidades de cada paciente e o contexto familiar.

Entretanto, o material fornecido pelo hospital não detalha os procedimentos adotados pela equipe. Também não informa os critérios utilizados na assistência nem os resultados específicos do projeto. Por isso, a descrição se limita aos objetivos divulgados, sem presumir protocolos ou benefícios que as fontes não apresentaram.

Coordenadora destaca a troca de experiências entre profissionais

A seleção dos projetos foi destacada pela Dra. Gabriela Caldas Pinto, coordenadora da Pediatria do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia. Segundo a médica, a participação no congresso representa uma oportunidade de compartilhar experiências da unidade com profissionais de diferentes países.

“Ver nossos projetos sendo apresentados para profissionais de diferentes países é motivo de orgulho e demonstra que o trabalho realizado no HOEB tem potencial para contribuir com a evolução da assistência pediátrica. Foi uma oportunidade de compartilhar experiências e mostrar a importância de um cuidado cada vez mais humanizado e atento às necessidades das crianças”, afirma a médica.

A declaração expressa a avaliação da coordenadora sobre a relevância dos trabalhos e a possibilidade de intercâmbio científico. No entanto, a confirmação da apresentação efetiva de cada projeto depende de um registro de participação ou de informações complementares da organização do evento e do hospital.

Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB)
Fotos: Mateus Pereira/GOVBA

Hospital atende crianças com diferentes necessidades de cuidado

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia é uma unidade pública do Governo do Estado, administrada pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein em parceria com a gestão estadual. Localizado no bairro do Cabula, em Salvador, o hospital concentra sua atuação em traumatologia, ortopedia e reabilitação.

Segundo a página institucional do Hospital Ortopédico no site do Einstein, a unidade possui 212 leitos. Desse total, 170 são destinados à internação em enfermaria e 30 à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura de terapia intensiva inclui 10 leitos pediátricos e 20 destinados a adultos.

Além dos atendimentos ortopédicos, o hospital acompanha crianças com osteogênese imperfeita, conhecida popularmente como “doença dos ossos de vidro”. A unidade também atende pacientes com sequelas da síndrome congênita associada ao vírus Zika. Esses públicos podem apresentar necessidades específicas de tratamento e reabilitação.

Em março de 2026, o Governo da Bahia informou que o hospital havia completado dois anos de funcionamento. A unidade foi inaugurada em 4 de março de 2024. Na ocasião, uma publicação institucional também destacou a atuação do hospital na assistência ortopédica e no atendimento de pacientes de diferentes regiões do estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O material encaminhado para esta reportagem informa ainda que, em dois anos e meio de funcionamento, a unidade contabilizava mais de 2 mil internações de crianças. O número inclui casos complexos que exigem o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Entretanto, as páginas oficiais consultadas não confirmaram esse total específico de internações pediátricas. Portanto, a assessoria do hospital precisa validar o dado antes da publicação.

A seleção dos três projetos para o congresso reúne diferentes temas relacionados ao cuidado pediátrico desenvolvido na unidade. As iniciativas abordam o bem-estar durante a hospitalização, o uso de recursos tecnológicos na reabilitação e a assistência a pacientes com uma condição genética rara. A confirmação da apresentação dos trabalhos e a obtenção de informações sobre seus métodos e resultados poderão ampliar a compreensão sobre a contribuição dessas iniciativas para a assistência às crianças.

 

 

 

 

 

 

 

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